Situado na Cromwell Road, ali mesmo no centro de Londres, o Museu de História Natural é visita obrigatória para os interessados nos temas relacionados com a evolução das espécies, a selecção natural, a biodiversidade ou o futuro dos últimos habitats naturais. Numa mostra fabulosa, composta por mais de 70 milhões de items, a exposição fixa de Botânica, Mineralogia, Entomologia, Paleontologia e Zoologia teve a sua origem num laborioso processo de agregação de várias colecções particulares - a primeira das quais datada do século 17, elaborada por Sir Hans Sloane, médico naturalista e coleccionador -, sendo posteriormente adicionada com inúmeros espécimes provenientes das diversas expedições efectuadas aos quatro cantos do mundo. Mas, desta vez, não foi a exposição fixa que cativou o meu interesse. Nem tão pouco o esqueleto do gigantesco “Diplodocus”, suportado por arames, que guarda imponentemente o hall de entrada do Museu. É que, apesar da enorme dentadura canina, permanentemente arreganhada, daquelas que nos obrigam a amparar as criancinhas, a verdade é que lendo a papeleta do animal rapidamente concluímos que não só não mordia como não fazia mal a uma barata, pois o bicho era de raça herbívora. Mas, não foram estas as razões que me trouxeram desta vez ao museu de História Natural, mas sim algo profundamente inovador. Desde o final de 2009 que se anunciava uma nova ala revolucionária no museu a que deram o nome de “Cocoon”. Feita em estrutura de vidro e aço, atingindo a altura de um oitavo andar e com um custo estimado em 78 milhões de libras, o novo Centro de Investigação “Charles Darwin” encontra-se imaculadamente integrado no edifício vitoriano passando completamente despercebido aos mirones exteriores. O centro, dotado de condições de climatização ideais foi equipado com o state of the art em termos de audio-visuais e equipamentos científicos. Aqui nada foi tido ao acaso. Reformularam-se os processos de conservação de alguns milhões de espécimes animais e vegetais. Transportaram-se os cientistas até ao grande público, mediante a criação de laboratórios transparentes. Desmistificaram-se as tarefas a montante da exposição mediante um criterioso processo audiovisual a que os visitantes podem aceder. No cômputo geral a visita é excelente, dando jus ao facto de o centro se encontrar, presentemente, entre as 5 maiores atracções do Reino Unido. No ano em que as Nações Unidas declararam 2010 como “O Ano Internacional da Biodiversidade” é de louvar a inauguração do centro de investigação mais moderno do mundo que versa, precisamente, sobre o tema a que Stavros Dimas, Comissário Europeu do Ambiente, se referiu como "uma prioridade essencial para o futuro da Humanidade".
Fotogrs: CRV (excepto Hall)
Aos interessados, sugerimos a consulta do site do Museu.