Neste dia, 13 de Fevereiro de 1633, o astrónomo Os autores medievais aceitavam que a Terra era redonda, acreditando no geocentrismo estruturado por Aristóteles e Ptolomeu que preconizava que a Terra estava parada no centro do universo e os outros corpos orbitavam em círculos concêntricos em seu redor. O modelo era aceite pela Igreja Católica, que sempre aceitou os modelos científicos da cada época, desde que não colidissem com a verdade e a fé revelada. 50 anos antes de Galileu, em 1514, já Copérnico havia veladamente aflorado a teoria heliocêntrica, divulgando nos meios académicos um modelo matemático que justificava a tese de que a Terra, e os outros corpos celestes, giravam em redor do Sol, fazendo referencia a manuscritos medievais, elaborados por monges copistas, que já haviam adoptado o heliocentrismo. Copérnico publica inclusivamente uma obra com uma nota introdutória onde explicava que o modelo apresentado devia ser interpretado apenas como uma ferramenta matemática que simplificava o cálculo das órbitas dos corpos celestes e nunca como uma descrição da realidade, facto que o poupou da acusação de heresia. Galileu teria contra si a coincidência de um período atribulado da Igreja Católica, a braços com a Contra-Reforma e as novidades preconizadas no Concilio de Trento, que viria enfatizar os dogmas tradicionais e a intervenção fiscalizadorada da Igreja nos meios sociais e cientificos europeus. Apesar de na Idade Média, muitos teólogos já terem reinterpretado as escrituras, o Concílio de Trento, hoje considerado um retrocesso na filosofia eclesiástica, passou a condenar todas as teorias revolucionárias que desafiavam a fé da Santa Igreja. Galileu acabou condenado por desobediência e por proferir conteúdos contra a doutrina católica, ao mesmo tempo que muitos clérigos promoviam disputas académicas calorosas adoptando uns o geocentrismo, outros o heliocentrismo. O contributo de Galileu para as ciências, e particularmente para a astronomia, teve ecos decisivos que chegaram aos nossos dias, nomeadamente, no caso do sistema de lentes que desenvolveu há 400 anos e que constituíram os antepassados dos telescópios modernos.
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13.2.11
3.3.10
Freud - O método sugestivo
Nos últimos tempos tive curiosidade em ler uns apontamentos antigos que tinha compilado sobre o "método sugestivo" de Freud. Estou a proceder a uma tese, no âmbito da minha actividade Antropológica, e aproveito as experiências de campo, ao acaso, para colher elementos para o trabalho de investigação. Ora: o "método sugestivo", consiste na "comunicação associada a "uma influência" que pretende provocar a absorção da mente consciente através da focalização, num tipo de efeito sensorial e gerador de ideias". Ou seja, sugere-se uma ideia, um pensamento, um poema, uma história inventada, através de imagens, filmes ou outro qualquer meio gráfico sugestivo e expedido. É aguardar e ver o efeito bola de neve que provoca junto dos visados. Temos exemplos históricos, alguns verdadeiramente dramáticos: a radio-difusão da Guerra dos Mundos de George Wells, que gerou, inclusivamente, alguns suicídios, nos Estados Unidos, na noite da sua difusão; a aproximação de cataclismos profetizados, no ano 2000, que geraram, igualmente, junto de algumas seitas radicais norte americanas, suicídios colectivos. As repercussões surgem do efeito bola de neve, multiplicador da especulação e da falsa realidade transmitida. O mesmo é possível com a projecção de "trailers" de filmes como o "Holocausto" de Spielberg, sugerindo um estado de espírito deprimido, ou com o "Out of Africa", de Pollack, sugerindo um estado de espírito romântico. São tudo sugestões interessantes de acompanhar na sua evolução, e sobre as quais se podem proceder a estudos de grande utilidade prática, junto das comunidades indígenas locais. Li ontem numa revista sobre a matéria, que muito gosto e da qual sou assinante, esta frase feliz sobre o cinema: "Dá-nos verdade ou ilusão vinte e quatro vezes num segundo."Nem mais!Contudo, não deixa de ser curioso notar que Freud abandonou o "método sugestivo" entendendo que este, não só se contrapunha à psicanálise, como a contrariava. No método sugestivo "cala-se um sintoma doentio, ignorando-o, passando o indivíduo a alimentar imagens criadas no seu subconsciente". Pelo contrário, "na psicanálise, utiliza-se o "método analítico" que visa levar o paciente a exteriorizar as suas razões inconscientes, procedendo-se à cura dessas mesmas fantasias através do diálogo e da exteriorização das imagens retidas no subconsciente".
É histórico o primeiro caso clínico de Freud, onde foi utilizado o "método analítico". A paciente chamava-se Bertha Pappenheim, igualmente conhecida como "Anna O". Quando Freud a consultou, a doente apresentava sintomas clássicos de euforia e histerismo associado. Freud tratou a doente mediante a "cura pela fala" ou "cura catártica", a qual, consiste na discussão sobre as associações que cada sintoma apresenta, promovendo com este método, a cura da doença. Esta técnica tornou-se o centro das técnicas de Freud, que também acreditava que as memórias ocultas ou "reprimidas", nas quais se baseavam os sintomas de histeria, eram sempre de natureza sexual. Ao ler estas conclusões de Freud, não posso deixar de entender que era tempo de passarmos do método sugestivo ao analítico, em vários campos da nossa vida, pelo facto de o primeiro ser especulativo, cansativo e se encontrar desactualizado com os tempos que correm. Continuaremos a acompanhar estas matérias, que tanto nos interessam, no âmbito da nossa cultura geral auto-didacta. Cabe aqui uma nota relativamente aos resultados obtidos. Os visados obtiveram todos nota 20. Sinal que já vamos conhecendo bem as comunidades locais, o que nos dá um prazer científico redobrado e estímulo para continuar "ad eternum".
Fontes: História do pensamento analítico, Wikipédia, Pdf's e outras fontes assim despretensiosas que se enquadram no espírito lúdico-lírico deste blog. Vamos continuar na mesma linha.
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